Pesquisar

Mostrando postagens com marcador Leitura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Leitura. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 8 de julho de 2010

O EVANGELHO É O NOME- SE PUDER LER, LEIA!

Foi porque os "cristãos” não entenderam que o Evangelho é Jesus que, separadamente de Jesus, criaram uma outra coisa que deveria ser vista por todos como “o Evangelho”.

Assim, Jesus seria o Cordeiro da Cruz e da Ressurreição, mas, à parte dEle, deveria surgir uma “doutrina de salvação” conforme o conceito de “doutrina” dos homens — tendo nos gregos os artífices filosóficos e metodológicos desse “ídolo de pensamentos” patrocinado pelo Império Romano.

Ora, o Evangelho que se vê anunciado por Paulo, por exemplo, não é uma “doutrina” conforme o termo se faz entender por nós, mas apenas uma explanação dos significados salvíficos do que Jesus fez; e, além disso, uma aplicação de natureza individual, existencial e também comunitária do significado de se ter crido e aprendido em e de Jesus.

Entretanto, tal explanação não obedece a lógicas humanas nem se reveste de nada que se assemelhe a um “sistema”, posto que, para Paulo, não havia nada a ser sistematizado no Evangelho, mas apenas crido. E o fato de o apóstolo não ficar citando palavras de Jesus, conforme ditas e registradas nos 4 evangelhos (que já existiam como informação oral) apenas prova que até mesmo o que Jesus disse não era material para ser “decorado”; antes, era algo para ser entendido como espírito e como consciência aplicada à vida.

Foi a esquizofrenia produzida entre Jesus-Evangelho, de um lado, e, de outro, um corpo de doutrinas chamada de Evangelho (o qual é feito da sistematização de tudo o que na Bíblia se pode usar para fundamentar um pressuposto “lógico” acerca de um “plano da salvação”) justamente aquilo que tornou Jesus tão diferente daquilo que a “igreja” chama de “Evangelho” e, ao mesmo tempo, tornou a “igreja” tão díspar em relação à Pessoa de Jesus.

Muita gente diz “o evangelho está crescendo...” ou “o evangelho está enfrentando resistências...” ou, ainda, “o evangelho progrediu muito...” — sempre em referência ao crescimento de adesões religiosas à “igreja”, mas quase nunca pensando que o Evangelho só cresce para dentro do ser; e qualquer coisa que carregue o seu nome do lado de fora tem que ser um mero reflexo do que ele gerou no coração.

Todavia, para a “igreja”, Jesus salva, mas o que o salvo se torna não tem nada a ver com Ele! Aliás, se ficar parecido com Ele, não serve para a “igreja”. Pois nada incomoda mais a “igreja” do que alguém que busque ser, radicalmente, como Jesus.

Andar como Ele andou, para a “igreja”, significa outra coisa. De fato significa comportar-se como a “igreja” determina, mesmo que isso venha a ser equivalente a negar o modo como Jesus se mostrou a todos os seres humanos conforme o registro dos quatro evangelhos.

Na verdade, Jesus é o Evangelho, pois é somente nEle e na fé que converge de modo exclusivo para Ele que surge o entendimento do Evangelho.

O Evangelho é Jesus, em todas as Suas histórias, ações, visões, ensinos, interpretações da realidade e, sobretudo, Sua entrega voluntária, como Cordeiro; e, para além disso, Sua Ressurreição!

Para se entender o Evangelho tem-se que olhar a vida com o mesmo tipo e qualidade de amor que Jesus demonstrou em Sua existência no tempo e no espaço, ou seja: na Sua Encarnação.

O Evangelho só cresce em nós quando a consciência de Jesus se torna crescente em nós. Isto é ter a mente de Cristo, segundo Paulo. Portanto, isto é Evangelho.

O Evangelho é o entendimento segundo Jesus que se torna vida e alegria para quem crê.

Sem tal olhar e sem tal sentir e pensar, conforme Jesus, não há nada que seja Evangelho. Sim, sem isto podemos ter quatro evangelhos, mas não temos ainda O Evangelho.

Isto porque O Evangelho não existe nos quatro evangelhos. Neles temos registros verdadeiros de quem é Jesus e de tudo o que, sendo essencial, Ele fez e ensinou. Sim, não há nada além de letras nos registros dos evangelhos, até nos mais originais de todos eles, posto que o Evangelho não é uma informação, mas sempre uma encarnação da Palavra.

Por essa razão, do ponto de vista de Jesus, conforme os evangelhos, o Evangelho tinha a ver com gestos. Afinal, uma mulher o unge com óleo e Ele diz que aquilo era Evangelho.

Na Bíblia há quatro evangelhos, mas nenhum deles é Evangelho enquanto não é crido e praticado!

Quando Paulo diz que o Evangelho é poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, ele não se refere a nenhuma sorte de adesão à “religião da salvação”, mas exclusivamente a ter crido e obtido, pela fé, o entendimento para provar a salvação como benefício espiritual já na Terra.

Afinal, Evangelho é Boa Nova. E que Boa Nova há em quatro evangelhos que não se tornam Evangelho (produtor de vida e paz) na vida dos papagaios que o decoram?

Há papagaios capazes de desenvolver inteligência de resolução de problemas de uma criança normal de seis anos. E com a memória que esses pássaros possuem, se ensinados, decorariam os evangelhos como uma criança é capaz de fazer quando treinada. Neles, porém, não haveria nenhum Evangelho.

Evangelho é vir e aprender com Aquele que é manso e humilde de coração, achar descanso para a alma nEle e trocar a canga da angústia pelo peso-leve de Seu fardo de alegrias.

Evangelho é achar o tesouro que nos evangelhos é uma parábola!

Evangelho é a chance de nascer de novo e de ter no coração o reino de Deus!

Evangelho é certeza de perdão, mas que traz consigo o compromisso com o perdão ao próximo; o que, no Evangelho, não é um sacrifício, mas algo agradável como um grande privilégio!

Evangelho é ser forte contra a mentira e doce ante qualquer que seja a confissão de verdade!

Evangelho é a alegria de dar a vida pelos amigos e até pelos inimigos!

Evangelho é, portanto, andar como Ele andou; e isto para total benefício de quem O segue em fé!

Evangelho é assim... igualzinho a Jesus!

E para eu dizer o que é Evangelho, com minhas imensas limitações, teria que escrever tudo o que vejo, sinto, percebo e recebo de Jesus todos os dias; além de tudo o que de Sua Graça vejo nos evangelhos e enxergo como Evangelho de salvação, na minha vida, e na de todo aquele que crê e busca andar conforme a Sua mente.

Assim, ao invés de buscar decorar os evangelhos, busque entender o espírito deles, pois Jesus disse: “As minhas palavras são espírito e são vida”.

Enquanto o Evangelho não se torna um entendimento em fé que nos concede cada vez mais ver, sentir, e decidir conforme Jesus, nenhum benefício do Evangelho chegou até nós.

O Evangelho é Caminho, Verdade e Vida — e Caminho, Verdade e Vida só estão em Jesus. Portanto, o Evangelho é Jesus e Jesus é o Evangelho; e tudo o que não for assim e conforme o espírito de Cristo pode até ganhar o apelido de “evangelho”, mas não é Evangelho.

Ora, é apenas por crer que os 4 evangelhos só se tornam Evangelho se cridos e praticados como entendimento e consciência; e também é somente por ter o testemunho de toda a História da Igreja quanto ao fato de que sem Bíblias o povo fica nas trevas, mas também que com Bíblias, porém sem ter Jesus como a “chave hermenêutica” da leitura, o povo fica “evangélico” — que ouso dizer que nem mesmo a Bíblia ajuda se a pessoa não tiver entendido que Jesus é o Evangelho; e que até da Bíblia muitas coisas deixam de ser Evangelho pelo simples fato de não terem sido encarnadas por Jesus como vida.

O local físico onde posso ler os 4 evangelhos é a Bíblia. Porém se na leitura eu não olhar tudo a partir da certeza de que Jesus é o Evangelho, a Bíblia servirá apenas para dividir e dividir as pessoas em nome de Deus, porém sem Deus em nenhuma das divisões, todas feitas em nome de verdades de fariseus; as quais, para Jesus, ainda quando eram verdadeiras, se tornavam mentira, posto que não eram praticadas pela via do amor que fez Deus se encarnar em Jesus.

Nele, que é o Evangelho,

Caio

RETIRADO DE caiofabio.net

sábado, 3 de julho de 2010

A SERPENTE, OS OVINIS E O PÓ DA TERRA

ESTE TEXTO FOI RETIRADO DO SITE CAIOFABIO.NET

Desde muito cedo na vida, conforme vários livros meus documentam, passei a ver a dependência que os chamados “principados e potestades” espirituais têm em relação à produção humana.


Aqui mesmo no site há inúmeras afirmações, sejam soltas ou em textos inteiros, que afirmam esta minha convicção.


Entretanto, especialmente no livro “Batalha Espiritual” [falado num dos Congressos da Vinde na década de 90 e transcrito e publicado a seguir] o tema aparece de modo consistente e relacionado ao estudo dos casos de Gideão e do Gadareno.


Ora, tal percepção é simples de ser verificada quando se pergunta:


Por que anjos e demônios aparecem na Bíblia quase que 100% das vezes em formas humanas e condicionadas aos modos e à cultura dos humanos?


Sim! São anjos que comem e bebem; que conversam como gente; e que são, algumas vezes, confundidos totalmente com humanos.


São anjos de cajado, vestidos conforme a época, e que sentam sob árvores ou tendas e aceitam convites para churrascos.


Além disso, eles também podem até mesmo ser objeto de desejo sexual por parte de humanos, como foi o caso em Sodoma e Gomorra. Isto sem falar que, não havendo preconceito, não se tem como negar que em Gênesis seis eles, “os filhos de Deus”, são apresentados como tomados de desejos por mulheres belas, com as quais procriam, dando assim ensejo ao juízo que veio como Dilúvio.


A pergunta de Josué “ao Anjo do Senhor” — “És tu dos nossos ou dos nossos adversários?” — bem revela tal aparência humana.


De fato, mais do que nunca, já é no tempo do Exílio dos Judeus em Babilônia que os anjos e seus similares caídos passaram a ganhar contornos fisionômicos de outra natureza nos relatos bíblicos, como, especialmente, no caso do profeta Ezequiel e seus avistamentos de seres que pareciam se fazer acompanhar de aparatos estranhos que os seguiam.


No N.T. os anjos aparecem de muitas formas, evidenciando uma sofisticação nunca antes percebida, exceto nas profecias de Ezequiel.


Entre as histórias da ressurreição de Jesus se narra acerca de anjos com formatos de relâmpagos.


Paulo alude aos principados e potestades como tendo a capacidade de virar qualquer coisa, de anjos de luz a ministros de justiça.


No Apocalipse de João eles têm formas distintas, indo de seres que são redondos e cheios de olhos para dentro e para fora, até aos “anjos normais”, aparentemente com forma humana.


À semelhança de Daniel, quando anjos ou “príncipes” têm papel especifico em relação às nações, João, no Apocalipse, os faz também terem papeis relacionados aos mares, às fontes das águas, ao fogo, aos ventos, e à vegetação do planeta.


Quando Jesus expeliu os demônios do Gadareno, um dos pedidos deles ao Senhor foi “não nos mandes para fora do país”. E mais: se serviam de todos os elementos culturais e políticos relacionados ao que acontecia em Decápolis naqueles dias, conforme tenho mostrado em diversos lugares e ocasiões.


Entretanto, assim que conheci minha mulher, conversando com ela sobre esses aspectos e muitos outros, ouvi dela uma simplificação perfeita, a qual tem me ajudado na pedagogia de explicação do fenômeno a pessoas menos perceptivas. Ela disse: “Sim! Eles ficaram presos à necessidade de terem de comer o pó da terra”.


Ou seja: ela dizia a mesma coisa que antes eu expandia com muitas imagens sofisticadas e diversas, trazendo tudo para uma imagem simples: os anjos ou os principados e potestades estão limitados pela Graça de Deus a manifestarem-se conforme a produção do andar humano na Terra.


Ora, presentemente é fácil observar isto em todas as áreas da existência e da experiência humana.


Entretanto, há uma área na qual tal realidade se me apresenta cada vez mais obvia: nas aparições dos UFUS ou ÓVNIS.


Para mim tais fenômenos na maioria das vezes são de natureza espiritual e manifestam-se conforme aquilo que os humanos conseguem realizar como invenção de aparatos ou mesmo como concepção ficcional.


Na antiguidade, conforme casos que nos vêm de praticamente todas as culturas da Terra, eles se manifestavam conforme os humanos imaginavam os mistérios dos céus.


São os macacos, aves e animais diversos de Nazca no Peru. São os estranhos objetos da Pérsia antiga, conforme sua influencia em Daniel e Ezequiel. Etc.


No entanto, foi da I Grande Guerra para cá que “eles” passaram a se mostrar de modo cada vez mais “aparatoso”, conforme as invenções tecnológicas dos humanos.


E mais: eles também se manifestam de acordo com o elemento das ficções humanas relacionadas ao modo como eles devem ser.


Assisti a mais um dos “Arquivos Extraterrestres” [“O Roswell da Inglaterra”, e, em tal documentário se mostrava algo de natureza poderosa; ou seja: aparições de tais coisas numa base da OTAN na Inglaterra, e, além de tudo, para homens treinados a lidar com tudo, os quais tiveram toda sorte de experiências detectáveis e tangíveis com um aparato para além de tudo o que os humanos poderiam produzir.


O interessante é que para cada grupo tais coisas se manifestam conforme a compreensão ou o grau de sofisticação dos envolvidos, o que prova a tese de que eles se “limitam” às percepções dos humanos e seu acervo cultural ou tecnológico, conforme a geração ou o grau de percepção de cada geração, ou, ainda, conforme os casos específicos dos “avistadores”.


Entre homens da OTAN eles eram luzes densas e chocantes, e manifestavam interesse em “sugar” material atômico das instalações nas quais se manifestaram, porém, sem seres “humanóides” sendo vistos. Entretanto, entre os fanáticos de OVNIS, em geral esotéricos, eles sempre se mostram como “seres”, e não apenas como objetos.


Os milhares de avistamentos feitos por pilotos de aviões também obedecem a coerência da expectativa dos avistadores: surgem como aparatos chocantemente superiores a qualquer poder tecnológico dos humanos, porém, vestidos de maquinas e de aparatos.


O mesmo se pode dizer de comandantes de navios e suas tripulações, os quais têm avistado objetos saindo de dentro das águas profundas dos mares.


Cada vez mais tais fenômenos são para mim “assombrações” de natureza macro, em contrapartida às “assombrações” em casas e ambientes pequenos.


Ou seja: são principados e potestades misturados às produções psíquicas e espirituais dos humanos!

Assim, são manifestações espirituais e condicionadas ao tempo e a geração de cada momento dos humanos.


Com isto nem de longe nego a possibilidade de que o Mesmo que criou vida na Terra possa tê-la criado onde bem tenha entendido ou entender. No entanto, apenas em minha opinião, a maioria absoluta dos casos são manifestações de principados e potestades assombrando os homens.


Paulo incluiu tudo isto numa única afirmação, quando disse que nem dimensões e nem mesmo “qualquer outra criatura” poderiam “nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus”.


E mais: quando Paulo disse que mesmo que tais fenômenos o visitassem, ainda assim ele não se abalaria, afirmava que tais coisas podem ser vistas por quem crê em Jesus, não devendo, todavia, causar no coração do discípulo qualquer medo ou frisson.


Eu creio como percepção própria que tais fenômenos são espirituais na maioria dos casos, e, em cada um deles consigo ver um padrão que os relaciona à limitação imposta por Deus à Serpente quando da Queda.


A questão é que “o pó da Terra” está ficando cada vez mais sofisticado; e mais: caminha tanto na prática quanto ficcionalmente para se manifestar conforme a própria expectativa dos humanos nesta geração, assim como aconteceu no passado.


Ora, tudo o que aqui digo tem apenas a finalidade de compartilhar com você a minha opinião neste particular.



Pense nisto!




Caio

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

MAIS UMA FRASE PARA COMPLEMENTAR....

Enquanto fico apenas querendo saber quem disse o quê nas Escrituras, elas não entram em mim. Mas quando creio que o autor é um só, e, assim, não busco entender caso a caso e verso a verso, mas sim busco o espírito de todo o ensino, que é amor que constrange, fé que justifica e esperança que santifica —, então: a Palavra se arraiga em mim como entendimento.

Retirado de: caiofabio.com

FRASE DO DIA

Quem guarda o espírito do Evangelho por ter meditado em suas implicações para a vida, esse, mesmo que esqueça tudo como informação técnica, ainda assim jamais esquecerá a Palavra, posto que ela é espírito e vida, e não informação e demonstração de conhecimento acumulado, mas apenas de vida vivida em amor.

Retirado de: caiofabio.com

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

ESTA É PARA PENSAR O DIA INTEIRO.




Muitos Virão do Oriente e do Ocidente...

Jesus disse que os que se sentem os donos da revelação de Deus haveriam de ser surpreendidos no dia da Grande Revelação.

Seres desprezíveis haveriam de preceder a muitos religiosos certos de suas certezas. E gente que vivia para além da fronteira da “geografia da informação da revelação”, viria e tomaria lugar à Mesa da Grande Comunhão; enquanto os que se auto-intitulavam “filhos do reino” ficariam de fora.

Ora, ninguém deveria estranhar tais palavras ou tentar arranjar para elas significados outros. Elas dizem apenas o que elas dizem.

O interessante é que o Evangelho inicia a sua narrativa sobre o nascimento de Jesus com uma história que ilustraria aquilo que Jesus iria asseverar depois acerca desse tema.


Eis como segue a narrativa.

Tendo, pois, nascido Jesus em Belém da Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que vieram do oriente a Jerusalém uns magos que perguntavam: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? pois do oriente vimos a sua estrela e viemos adorá-lo.
O rei Herodes, ouvindo isso, perturbou-se, e com ele toda a Jerusalém; e, reunindo todos os principais sacerdotes e os escribas do povo, perguntava-lhes onde havia de nascer o Cristo.
Responderam-lhe eles: Em Belém da Judéia; pois assim está escrito pelo profeta:
E tu, Belém, terra de Judá, de modo nenhum és a menor entre as principais cidades de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar o meu povo de Israel.
Então Herodes chamou secretamente os magos, e deles inquiriu com precisão acerca do tempo em que a estrela aparecera; e enviando-os a Belém, disse-lhes: Ide, e perguntai diligentemente pelo menino; e, quando o achardes, informem-me, para que também eu vá e o adore.
Tendo eles, pois, ouvido o rei, partiram; e eis que a estrela que tinham visto quando no oriente ia adiante deles, até que, chegando, se deteve sobre o lugar onde estava o menino.
Ao verem eles a estrela, regozijaram-se com grande alegria. E entrando na casa, viram o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro incenso e mirra.
Ora, sendo por divina revelação avisados em sonhos para não voltarem a Herodes, regressaram à sua terra por outro caminho.


Os antigos “pais da igreja” tentaram ver aqui a “supremacia da fé cristã” sobre as religiões pagãs.

Seria uma espécie de afirmação de superioridade, colocando o cristianismo como a Religião Verdadeira.

O que me parece é que a religião, de fato, quase nunca percebe o essencial das coisas.

O texto não fala de nada além daquilo que aconteceu; ou seja: Deus é livre para revelar-se a quem quer, onde quer, e do modo como deseja fazê-lo.
E mais: essa revelação terá sempre em Cristo o seu ponto Ômega.

Ou seja: a revelação de Deus é Cristo.

Muitos dedicaram-se a entender a “estrela”; ou a buscar amenizar a presença dos “magos” fazendo deles astrônomos quase cristãos; ou a tentar marcar a data do nascimento de Jesus pela “ocorrência do fenômeno estelar”; ou ainda a tentar simbolizar e significar de um modo especial o “o ouro, incenso e mirra” como sendo expressão da realeza, do sacerdócio e da vicariedade dos sofrimentos de Jesus.

Tudo viagem!

Ora, a estrela não guiou os magos à estrebaria. Nenhuma estrela tem esse poder. Se você anda, ela segue você. Se você pára, ela pára com você.
Portanto, algo interior guiou os magos. Eles andaram conforme um testemunho intimo. A estrela era apenas a simbolização externa.

Qualquer pessoa que saiba um mínimo de relação entre pontos de observação—tomando uma estrela como referencia e um humano andante como observador—, sabe que o que acabei de dizer é a realidade.

A “sua estrela” não era “uma estrela de Jesus”, como se Ele fosse filho de uma “Nova Era”.

Todas as estrelas são Dele, e Nele tudo subsiste!

Aquela estrela não era mais Dele que todas as demais estrelas do Cosmos.

De fato, aquela estrela era dos magos, e servia para eles como referencia simbólica, como linguagem que eles entendiam.

Já o ouro, o incenso e a mirra, eram o que eram. Riquezas antigas. Qualquer outra tentativa de emprestar a tais presentes um significado simbólico-messiânico, é pura viagem de “interpretação alegórica”.

A grande mensagem do texto, todavia, é deixada de lado.

1. Quem não tinha a Escritura nas mãos teve mais olhos para discernir a revelação que acontecia no coração, que aqueles que sabiam apenas as “letras”, mas tinham o coração fechado para os sinais dos tempos. Por isto é que os magos seguem o coração e acham a Jesus.


2. Quem tinha a Escritura aberta e como objeto de estudo, mas mantinha o coração fechado, satisfazia-se com o livro, e não mantinha no coração a simplicidade da fé que segue a voz no coração. Por isto é que os escribas e mestres da lei puderam citar Miquéias para Herodes, mas não tiveram a disposição de caminhar com os magos até Belém.


Assim, fica-se sabendo que Deus fala com quem bem deseja, e, muitas vezes, cega os olhos daqueles que se deixam inebriar pela Letra, e não pela Palavra.

E como se não bastasse, após levar os magos até Jesus, Deus segue falando com eles. Agora já não mais usando a simbolização da “estrela”, mas direto, em sonhos, trazendo a eles a revelação de um novo “caminho” pelo qual deveriam retornar para a sua terra.

As conclusões acerca das implicações dessa história eu deixo por sua conta.

Peço apenas que você não esqueça do que Jesus disse:

“Muitos virão do oriente e do ocidente, e tomarão lugar à mesa com Abraão, Isaque e Jacó, mas vós ficareis de fora”.

Caio

Retirado do site: caiofabio.com

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

QUEM SOU EU?



Sou aquele que quer ver e fazer parte de uma igreja ideal, mais ou menos assim: composta de pessoas que amam a Deus e não a si mesmos
Colocam os interesses do reino acima dos seus.
Seus pregadores quando sobem ao púlpito oraram antes, para saber o que Deus gostaria que eles dissessem.
A Bíblia é usada como ferramenta primordial, os outros recursos são complementares.
Seus pastores gastam mais tempo no secreto a sós com Deus, do que em reuniões que não levam a lugar nenhum, com pessoas que não somam para o crescimento do reino.
Ama os pobres, deles cuida, e os respeita no mesmo nível dos demais.
A igreja ideal olha para cima e não para baixo.
É grande não em número, mas em atitudes e gestos.
É madura ao ponto de tolerar os fracos, sem concordar com os seus pecados.
Tem um Senhor, não é comandada por alguns senhores poderosos, que tendo poderes humanos, julgam controlam o que é divino.
A igreja ideal tem pernas, ouvidos, lágrimas e um grito: Jesus é a única esperança!

Atentai para as seguintes palavras:
"Se enxergo corretamente, a cruz do evangelicalismo popular não é a mesma cruz que a do Novo Testamento. É, sim, um ornamento novo e chamativo a ser pendurado no colo de um cristianismo seguro de si e carnal... a velha cruz matou todos os homens; a nova cruz os entretêm. A velha cruz condenou; a nova cruz diverte. A velha cruz destruiu a confiança na carne; a nova cruz promove a confiança na carne... A carne, sorridente e confiante, prega e canta a respeito da cruz; perante a cruz ela se curva e para a cruz ela aponta através de um melodrama cuidadosamente encenado – mas sobre a cruz ela não haverá de morrer, e teimosamente se recusa a carregar a reprovação da cruz."
A.W. Tozer

Pare para refletir sobre qual é o verdadeiro EVANGÉLIO.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

CULTURA PARA ENTENDIMENTO DA BÍBLIA.


Pergunta: "O que aconteceu no período intertestamentário?"

Resposta: O tempo entre a última parte do Velho Testamento e a aparição de Cristo é conhecido como o período intertestamentário (ou entre os testamentos). Porque não teve nenhuma palavra profética de Deus durante esse período, alguns o chamam de “400 anos de silêncio”. A atmosfera política, religiosa e social da Palestina mudou significantemente durante esse período. Muito do que aconteceu foi predito pelo profeta Daniel (veja Daniel capítulos 2,7,8 e 11 e compare os eventos históricos).

Israel estava sob controle do Império Persa entre 532-332 A.C. Os Persas deixaram os judeus praticarem sua religião com pouca interferência. Eles até tiveram permissão para reconstruir e adorar no templo (2 Crônicas 36:22-23; Esdras 1:1-4). Esse período inclui os últimos 100 anos do período do Velho Testamento e mais ou menos os primeiros 100 anos do período intertestamentário. Esse período de paz e contentamento relativos foi calmo bem antes da tempestade.

Alexandre o Grande derrotou Dário da Pérsia, trazendo o reinado grego ao mundo. Alexandre foi um aluno de Aristóteles e era bem educado na filosofia e política gregas. Ele exigiu que a cultura grega fosse promovida em todo território conquistado. Como resultado, o Velho Testamento hebraico foi traduzido ao grego, tornando-se a tradução conhecida como o Septuaginto. Alexandre permitou liberdade religiosa aos judeus, apesar de fortemente promover estilos de vida gregos. Isso não foi uma boa direção dos eventos para Israel, já que a cultura grega era uma ameaça a Israel por ser muito humanística, mundana e que não agradava a Deus.

Depois que Alexandre morreu, a Judéia foi reinada por uma série de sucessores, culminando com Antióquio Epifanes. Antióquio fez muito mais do que apenas recusar liberdade religiosa aos judeus. Mais ou menos 167 A.C., ele aboliu a linha do sacerdócio e profanou o templo com animais impuros e um altar pagão (veja Marcos 13:14). Isso foi uma espécie de estupro religioso. Eventualmente a resistência judaica a Antióquio restaurou os sacerdortes e resgatou o templo. O período que seguiu, no entanto, foi um de guerra e violência.

Mais ou menos 63 A.C, Pompeu de Roma conquistou a Palestina, colocando toda Judéia sob o controle de César. Isso eventualmente fez com que o imperador romano e senado fizessem de Herodes o rei da Judéia. Essa seria a nação que muito exigiu dos judeus, controlando-os demasiadamente e eventualmente executando o Messias na cruz romana. As culturas romana, grega e hebraica agora estavam misturadas na Judéia, com todas as três línguas faladas comumente.

Durante o período de ocupação grega e romana, dois grupos politicos e religiosos bastante importantes passaram a existir. Os Fariseus adicionaram à Lei de Moisés através de tradição oral – eventualmente considerando suas próprias leis como sendo mais importantes (veja Marcos 7:1-23). Enquanto as ensinamentos de Cristo frequentemente concordavam com os dos fariseus, Ele era contra seu legalismo e falta de compaixão. Os Saduceus representaram os aristocratas e ricos. Os Saduceus, os quais tinham bastante poder através do Sinédrio (algo parecido com a Suprema Corte), rejeitaram todos os livros do Velho Testamento menos os Mosáicos. Eles se recusaram a acreditar na ressurreição, e eram como uma sombra dos gregos, a quem admiravam grandemente.

Essa coleção de eventos que preparam o palco para a vinda de Cristo teve uma grande influência no povo judeu. Os judeus e pagãos de outras nações estavam descontentes com religião. Os pagãos estavam começando a questionar a validez do politeísmo. Romanos e gregos se afastaram de suas mitologias em direção às Escrituras, as quais podiam ser lidas em grego e Latim. Os judeus, no entanto, estavam desanimados com a situação. Mais uma vez eles foram conquistados, oprimidos e poluídos. A esperança estava nas últimas, fé mais ainda. Eles estavam convencidos de que a única coisa que podiam salvar a eles e a sua fé era a aparição do Messias.

O Novo Testamento conta a história de como a esperança surgiu, não só para os judeus, mas para o mundo inteiro. A realização de Cristo das profecias foi antecipada e reconhecida por muitos que O procuraram. As histórias do centurião romano, dos reis magos e do fariseu Nicodemos mostram como Jesus foi reconhecido como o Messias por aqueles que viveram no Seu tempo. Os “400 anos de silêncio” foram quebrados pela história mais maravilhosa jamais contada – o Evangelho de Jesus Cristo!

Texto retirado do site: http://www.gotquestions.org/