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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

ESTA É PARA PENSAR O DIA INTEIRO.




Muitos Virão do Oriente e do Ocidente...

Jesus disse que os que se sentem os donos da revelação de Deus haveriam de ser surpreendidos no dia da Grande Revelação.

Seres desprezíveis haveriam de preceder a muitos religiosos certos de suas certezas. E gente que vivia para além da fronteira da “geografia da informação da revelação”, viria e tomaria lugar à Mesa da Grande Comunhão; enquanto os que se auto-intitulavam “filhos do reino” ficariam de fora.

Ora, ninguém deveria estranhar tais palavras ou tentar arranjar para elas significados outros. Elas dizem apenas o que elas dizem.

O interessante é que o Evangelho inicia a sua narrativa sobre o nascimento de Jesus com uma história que ilustraria aquilo que Jesus iria asseverar depois acerca desse tema.


Eis como segue a narrativa.

Tendo, pois, nascido Jesus em Belém da Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que vieram do oriente a Jerusalém uns magos que perguntavam: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? pois do oriente vimos a sua estrela e viemos adorá-lo.
O rei Herodes, ouvindo isso, perturbou-se, e com ele toda a Jerusalém; e, reunindo todos os principais sacerdotes e os escribas do povo, perguntava-lhes onde havia de nascer o Cristo.
Responderam-lhe eles: Em Belém da Judéia; pois assim está escrito pelo profeta:
E tu, Belém, terra de Judá, de modo nenhum és a menor entre as principais cidades de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar o meu povo de Israel.
Então Herodes chamou secretamente os magos, e deles inquiriu com precisão acerca do tempo em que a estrela aparecera; e enviando-os a Belém, disse-lhes: Ide, e perguntai diligentemente pelo menino; e, quando o achardes, informem-me, para que também eu vá e o adore.
Tendo eles, pois, ouvido o rei, partiram; e eis que a estrela que tinham visto quando no oriente ia adiante deles, até que, chegando, se deteve sobre o lugar onde estava o menino.
Ao verem eles a estrela, regozijaram-se com grande alegria. E entrando na casa, viram o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro incenso e mirra.
Ora, sendo por divina revelação avisados em sonhos para não voltarem a Herodes, regressaram à sua terra por outro caminho.


Os antigos “pais da igreja” tentaram ver aqui a “supremacia da fé cristã” sobre as religiões pagãs.

Seria uma espécie de afirmação de superioridade, colocando o cristianismo como a Religião Verdadeira.

O que me parece é que a religião, de fato, quase nunca percebe o essencial das coisas.

O texto não fala de nada além daquilo que aconteceu; ou seja: Deus é livre para revelar-se a quem quer, onde quer, e do modo como deseja fazê-lo.
E mais: essa revelação terá sempre em Cristo o seu ponto Ômega.

Ou seja: a revelação de Deus é Cristo.

Muitos dedicaram-se a entender a “estrela”; ou a buscar amenizar a presença dos “magos” fazendo deles astrônomos quase cristãos; ou a tentar marcar a data do nascimento de Jesus pela “ocorrência do fenômeno estelar”; ou ainda a tentar simbolizar e significar de um modo especial o “o ouro, incenso e mirra” como sendo expressão da realeza, do sacerdócio e da vicariedade dos sofrimentos de Jesus.

Tudo viagem!

Ora, a estrela não guiou os magos à estrebaria. Nenhuma estrela tem esse poder. Se você anda, ela segue você. Se você pára, ela pára com você.
Portanto, algo interior guiou os magos. Eles andaram conforme um testemunho intimo. A estrela era apenas a simbolização externa.

Qualquer pessoa que saiba um mínimo de relação entre pontos de observação—tomando uma estrela como referencia e um humano andante como observador—, sabe que o que acabei de dizer é a realidade.

A “sua estrela” não era “uma estrela de Jesus”, como se Ele fosse filho de uma “Nova Era”.

Todas as estrelas são Dele, e Nele tudo subsiste!

Aquela estrela não era mais Dele que todas as demais estrelas do Cosmos.

De fato, aquela estrela era dos magos, e servia para eles como referencia simbólica, como linguagem que eles entendiam.

Já o ouro, o incenso e a mirra, eram o que eram. Riquezas antigas. Qualquer outra tentativa de emprestar a tais presentes um significado simbólico-messiânico, é pura viagem de “interpretação alegórica”.

A grande mensagem do texto, todavia, é deixada de lado.

1. Quem não tinha a Escritura nas mãos teve mais olhos para discernir a revelação que acontecia no coração, que aqueles que sabiam apenas as “letras”, mas tinham o coração fechado para os sinais dos tempos. Por isto é que os magos seguem o coração e acham a Jesus.


2. Quem tinha a Escritura aberta e como objeto de estudo, mas mantinha o coração fechado, satisfazia-se com o livro, e não mantinha no coração a simplicidade da fé que segue a voz no coração. Por isto é que os escribas e mestres da lei puderam citar Miquéias para Herodes, mas não tiveram a disposição de caminhar com os magos até Belém.


Assim, fica-se sabendo que Deus fala com quem bem deseja, e, muitas vezes, cega os olhos daqueles que se deixam inebriar pela Letra, e não pela Palavra.

E como se não bastasse, após levar os magos até Jesus, Deus segue falando com eles. Agora já não mais usando a simbolização da “estrela”, mas direto, em sonhos, trazendo a eles a revelação de um novo “caminho” pelo qual deveriam retornar para a sua terra.

As conclusões acerca das implicações dessa história eu deixo por sua conta.

Peço apenas que você não esqueça do que Jesus disse:

“Muitos virão do oriente e do ocidente, e tomarão lugar à mesa com Abraão, Isaque e Jacó, mas vós ficareis de fora”.

Caio

Retirado do site: caiofabio.com

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

QUAL CURA NÓS PRECISAMOS MAIS?


Quero compartilhar uma reflexão sobre a cura divina, mas novamente, não pretendo poder dar todas as vertentes que gostaria e pesso que você ore para que Nosso Mestre mostre o que faltar.

Hoje, mais do que nunca, a igreja se mostra dentro de uma promoção de marketing do que Cristo pode fazer ou do que Ele pode dar. Dia após dia, lideres de igrejas são pegos martelando em assuntos pertinentes ao que podemos obter com nossa fé. Campanhas são feitas para que pessoas consigam se apossar d'aquilo que elas "tem direito". Entre estes "direitos", vemos o da cura sendo explorado incansávelmente.


Não é nenhuma heresia pregar a cura. Mas que cura Jesus pregou? Em que parte do corpo Cristo mais curou? Que pessoas Ele curou?


Para início de papo, temos que saber que nosso Deus é um Deus que cura ainda hoje, porém a cura anunciada pelo Espirito Santo e também pregada por Cristo não é uma cura do corpo somente, mas uma cura da mente, da alma, do viver fatigado pelas imposições de uma cultura, de uma vida, ou porque não dizer, de uma teologia pregada.


Se você ganhar algum tempo lendo a bíblia, perceberá que várias curas físicas realizadas por Jesus, eram reflexo de um agir mais profundo. Podemos começar com uma cura incomum. Uma mulher sai de sua casa esperando ser curada apenas ao tocar nas roupas de Cristo, porém esperava ser recriminada por ele. Quando acontece sua cura e Jesus pergunta, quem me tocou? Certamente ela ficou com medo, não só por Jesus mas também pelo que seus seguidores poderiam fazer a ela.


Mas Cristo a surpreende com mais que uma cura física, Ele a cura sentimentalmente e ensina que veio para amar independente de ser ela uma marginalizada. Cristo é capaz de curar do medo imposto por uma cultura, Ele nos cura de tradições.


Creio que a maior cura que precisamos está na cura da nossa mente. Pedro é para mim um grande exemplo deste tipo de cura. O perfil de Pedro nós já conhecemos: Esquentado, marrento, cheio de sí, falador, as veses medroso, as veses corajoso... por ai vai. Podemos ver claramente que Pedro foi curado dia após dia por Jesus, cada conversa e cada ensinamento, era uma cura para Pedro. A mente de Pedro foi curada de seus próprios pensamentos, que foram substituídos pelos pensamentos do alto.


Como eu disse a pouco, sei que Deus cura ainda hoje, mas o que falta para isso acontecer?


Posso lhe dar uma pista, a começar pela falta de compaixão, passando pelo egoísmo e que vai acabar na falta de conhecimento das verdades de Deus. Isso reflete uma falta de Deus nas igrejas e na vida de quem tem ensinado.


Quanto a nós que temos algum entendimento, temos que ser curados da INDIFERENÇA.


Peço que Deus nos ajude a persistir na fé e a não parar frente as atrossidades que temos visto nos programas ditos evengélicos (que de boas novas não tem nada).


Após pensar nisto, não consigo continuar escrevendo, pois muito poderia ser escrito, mas creio que nossas mente serão abertas pelo Espirito para que pensemos a respeito, pois não quero fazer o que muitos fazem, colocam os pensamentos de maneira que não podemos pensar no assunto, eu prefiro que troquemos idéias.


Peço que orem por este assunto e falem da verdade.


Que Deus nos abençoe.